Home
  

Inclusão e o processo civilizatório

 

Se nos perguntarmos hoje qual é a função da Escola, poderíamos responder em um primeiro momento, que seria preparar gente capacitada. Porém, se pararmos um pouco para refletir, poderemos nos dar conta de que a humanidade necessita sim de gente preparada, porém sem deixarmos de lado a formação humana, tão essencial para o futuro da humanidade.

Atualmente, tudo o que acontece no mundo nos afeta de imediato. O conteúdo acadêmico pode ser obtido em segundos, como levar então nossas crianças e jovens ao interesse e amor à vida? Como aproveitar a curiosidade natural destes pequenos alunos? Todos devem ser respeitados em suas diferenças e características. Respeitá-los seria nos prepararmos para sairmos de nossa zona de conforto, para podermos tirá-los de sua zona do conforto. Ser um educador significa acreditar sempre que boas mudanças ocorrerão. É acreditar na capacidade de superação através do afeto e do conhecimento.

Se pensarmos, porém que nossa sociedade, nisto incluo as Escolas, está preparada para uma inclusão efetiva e afetiva, estaremos nos enganando.

Em primeiro lugar, as nossas atitudes, pais, professores, colegas, profissionais da área de saúde entre tantos outros, serão determinantes para o sucesso ou não da inclusão. Nem todo professor possui disponibilidade emocional para trabalhar com alunos com necessidades educacionais especiais. Poucos de nós possuem técnicas e conhecimentos eficazes para trabalhar com eles. É preciso rever os currículos das Universidades, que além das aulas teóricas, estágios significativos e práticos auxiliem na formação de novos profissionais na área educacional. Conhecer é essencial para a aceitação e compreensão da importância das inclusões. O desconhecido nos causa angústia e insegurança para podermos exercer com tranquilidade a nossa missão. E como somos felizes quando obtemos avanços em nosso trabalho!

Em segundo lugar é refletir como eu, professor, percebo esta criança. Ela será um desafio para mim e para os demais alunos ou a vejo, de antemão, como um problema para a sala de aula? Eu estou preparado para tranquilizar às demais famílias e mostrar que o grupo poderá obter ganhos em sua formação humana sem prejuízo da formação acadêmica? Serei capaz de integrá-la, motivá-la social e intelectualmente e levar o grupo a reconhecer seus talentos, já que todos, indistintamente, os temos?

Em terceiro lugar, é preciso que estejamos atentos à nossa condição de seres humanos. Não somos onipotentes e, infelizmente, por mais que nos seja doído, haverá casos em que a inclusão será extremamente difícil e, por mais que a Família, a Escola e os Profissionais da área de saúde não meçam esforços, a criança com múltiplas necessidades especiais, estabelece poucos vínculos com as demais crianças da sala de aula do ensino regular e não obtém avanços cognitivos. Nestes casos, a inclusão deve ser pensada com honestidade e sem fazer uso de subterfúgios ou demagogia.

Quando Charles Darwin publicou seu trabalho sobre a evolução das espécies, que tanta polêmica suscitou, o mais surpreendente e significativo para mim, foi um comentário por ele tecido de que o processo civilizatório teve início quando os mais fortes protegeram e incluíram os mais fracos em seus grupos.

Chegamos aonde chegamos através do aprimoramento de nossos sentidos e sentimentos. Inclusão, portanto é necessária para a espécie humana.



Home Colégio LyonNossa Filosofia Atividades extra currículares Estrutura física Galpão cultural Conversando sobre educação Galeria de fotos Hino do Colégio Lyon Contato Acessar o site da Escola Brasinha Contatar desenvolvedor do site